sexta-feira, 23 de julho de 2010

Deixar pra depois

Ontem a noite lendo o livro "A menina que roubava livros" certa parte da história me emocionou e me fez refletir. Nessa história narrada pela morte, Rudy vivia pedindo um beijo para sua amiga Liesel, mas ela nunca o dava, até esse trecho do livro "Em muitos sentidos, levar um menino como Rudy foi um roubo - tanta vida, tanta coisa por que viver -, mas de algum modo, tenho certeza de que ele teria adorado ver os escombros assustadores e a inchação de céu na noite em que se foi. Teria gritado, rodopiado e sorrido, se ao menos pudesse ver a roubadora de livros apoiada nas mãos e nos joelhos, junto a seu corpo dizimado. Teria ficado contente em vê-la beijar seus lábios poeirentos, atingidos pela bomba."
Cada oportunidade e cada instante são únicos. Por isso tento viver cada dia como se fosse o último da minha vida. Tudo em minha volta a cada dia que passa só me faz reforçar ainda mais a ideia de não deixar as coisas pra depois. O depois pode ser tarde demais.

Afinal, nunca sabemos até quando vamos continuar vivos.

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